O INTEGRALISMO LINEAR E AS EXPRESSÕES MUSICAIS NO BRASIL

O INTEGRALISMO LINEAR E AS EXPRESSÕES MUSICAIS

CÁSSIO GUILHERME, PRESIDENTE DO MIL-B

 

                               A música desempenha um papel muito importante na construção sadia das sociedades e civilizações. Ao longo do tempo, se mostrou não apenas objeto de veneração cultural e artística, mas importante instrumento de socialização, entretenimento, divulgação de valores, organização de massas, tradicionalismo, patriotismo, aglutinação de interesses coletivos e projeto de formação acadêmica. Por isso especial atenção deve ser dada ao desenvolvimento da música e suas variantes no Estado Integral e Linear.

                               No caso específico do Brasil podemos identificar uma trajetória bastante peculiar para o desenvolvimento das características da música popular brasileira. Tivemos no passado as operetas e sinfônicas, que depois se transformaram nas marchinhas de carnaval e batuques incorporados pelos brasileiros dos sons advindos da África, Europa e dos tambores indígenas. Especial atenção foi dada pelos Integralistas ao fenômeno musical nas famosas Noites dos Tambores Silenciosos, de notável maestria simbólica e interpretativa da cultura nativista brasileira. Na década de 50 presenciamos o surgimento da Bossa Nova, que tinha raízes no jeito harmônico de cantatas brasileiras, mas já incorporava algum tipo de cosmopolitismo e estrangeirismos que descaracterizavam o som erudito e o som do samba, tipicamente brasileiros.

                        Ná década de 60 o chamado rock’em roll, fenômeno alheio ao modo de canção brasileira, começou a se projetar no cenário nacional. Tivemos é bem verdade os festivais culturais de canção que lançaram artistas como Roberto Carlos, Erasmo Carlos e outros ( a denominada JOVEM GUARDA). A MPB propriamente entendida surgiu em um momento de declínio da Bossa Nova, que foi um gênero renovador da música brasileira da segunda metade da década de 1950, que, fortemente influenciado pelo jazz norte-americano, deu uma nova roupagem ao samba tradicional.Entretanto, com o começo dos anos 1960, a Bossa Nova começou a passar por algumas transformações, acabando na metade da mesma década.Buscando uma nova identidade musical, o estilo que hoje conhecemos como MPB era chamado de Música Popular Moderna, ou MPM. O nome veio para identificar canções populares que já se diferenciavam da Bossa Nova, que não eram exatamente samba, nem moda ou marchinha, mas que aproveitavam a suavidade do repertório da Bossa Nova e o carisma das tradições regionais e, ao mesmo tempo, de canções norte-americanas, que vinham se tornando populares no Brasil graças ao cinema. Um elemento bem característico da MPB é a presença de uma crítica velada à injustiça social e à repressão governamental, muitas vezes baseadas em uma oposição de cunho progressista à cena política caracterizada pela ditadura militar. Por esse motivo, tanto os artistas quanto o público da MPB foram ligados, em grande medida, a estudantes e intelectuais do país, fazendo com que, mais tarde, a MPB ficasse conhecida como sendo a “música das universidades”. Depois disso, a MPB começou a abranger outras misturas de ritmos, como o rock, soul, funk e o samba, que deu origem a outros estilos, como o samba-rock e o samba-funk. A MPB foi tão influente desde o seu surgimento que podemos dizer que dois movimentos muito famosos e importantes para a história da música brasileira foram diretamente influenciados pelo surgimento e popularização da MPB. São eles a Tropicália e a Jovem Guarda

                               Entretanto com o advento dos anos setenta e oitenta a música brasileira começou a ser fortemente influenciada pelos estrangeirismos alienígenas e dissidentes, como estilos de gritarias Heavy Metal, gêneros de disco music americanos, bazófias de filmes de cinemas e a descaracterização foi total.  O Festival Rock in Rio de 1985 sem dúvida marcou um rumo para a música brasileira identificada totalmente com estilos reinantes no exterior e não com realidades do nosso próprio país. Depois vieram os estilos dantescos de sexualidade musical nos anos noventa, as modinhas de permissividade pornográficas e os festivais de música também foram utilizados para doutrinação das massas em torno de bandeiras identitárias como racismo, sexismo, feminismo, homossexualismo e outras. Nos anos do Século XXI o que podemos observar é uma total atrocidade da música com ritmos totalmente incoerentes, sem compasso, promíscuos ao extremo e sem qualquer reflexo cultural ou tradicional dos valores pátrios.

1  –  É possível afirmar que a música está em decadência?

As pessoas que aderiram ao relativismo moral se recusam a fazer juízos de qualidade, considerando algo bom ou ruim, feio ou belo, por exemplo.

A militância do politicamente correto rapidamente rechaça quem considera um estilo melhor que outros. Essa militância tenta direcionar os pensamentos e opiniões num só sentido. É possível, porém, conversar sobre a qualidade da música a partir de análises objetivas, sem imposição de preferências pessoais.

De fato, as músicas de péssima qualidade tomaram conta dos espaços midiáticos: e essa afirmação não de nenhum modo se relaciona com a uma oposição entre música popular e música erudita. A Mídia de Massas por sua vez é uma superestrutura criada pelo Poder Sionista para doutrinar as populações. E a música seria uma das características dessa doutrinação em massa.

A música ruim não é a música popular em relação às músicas clássicas, nem à algum estilo específico, muito menos à música de algum grupo social. Parece óbvio, mas música é música: é boa quando verdadeira, quando atende ao seu propósito.

Para descobrir o que é uma música ruim, decadente, pobre, tem-se que investigar se ela se desvirtuou de sua função. Até mesmo a cultura regional, popular, que é legítima e rica, está diluída.

2 – Alguns críticos consideram que a música é ruim quando:

  • Apresenta pobreza harmônica, com poucos acordes;
  • Apresenta pobreza melódica, com poucas notas;
  • Possui letras ruins, repetitivas, sem riqueza gramatical e simplistas;
  • Possui cantores que não são bons, desafinados, despreparados e que fazem de si mesmos uma atração maior que a própria música;
  • São produzidas não com intuito artístico, mas foco comercial para atingir o maior número de pessoas;
  • Possuem conteúdo materialista e hedonista, focando na sensualidade, na injustiça, no crime e no corpo de uma forma geral;
  • Não levam o ser humano a ser mais inteligente ao ouvi-las;
  • Não contribuem para a elevação virtuosa do ser humano.

3 –  A função social da música

Seguindo o senso comum, a música possui uma função social, existe em função de quem a ouve, de acordo com o efeito que desencadeia. Essa função social contribui para a harmonização dos valores da sociedade e suas crenças culturais.

A música pura, enquanto tal, é uma decisão tardia, fruto da decisão dos músicos em delimitar seu território: ela se separa posteriormente, não nasceu pura, ficou assim quando ser músico se tornou profissão.

O músico era considerado funcionário da corte, tanto quanto o cozinheiro ou a doméstica: foi assim até o século XIX. Ser músico não era profissão de prestígio até o dia em que se tornou rentável.

A ideia da música pura é um subproduto da ascensão social do músico. Chega-se a um ponto onde a música é tão importante em si mesma que os próprios ouvintes não são levados em consideração.

Assim, num imperialismo musical, os artistas passam a fazer músicas para outros músicos e não para o povo. A finalidade social da música se perde e surge outro tipo que atende a função social: a música popular.

4  –  Diferença entre música popular e música industrial

Diferença entre música popular e música industrial

A música popular é, literalmente, a música do povo. Ela surgiu vinculada à dança, ao trabalho e ao ritual religioso. Nos termos de hoje, a música popular é chamada de folclórica, não é industrializada, nem vende milhões de cópias: trata-se da música cantada pelo povo em seu local, festas e tradições.

É a cultura de um grupo que se manifesta: a música cria um ritmo no trabalho, como os plantadores e colhedores que agem ritmicamente, sendo levados por uma melodia.

A música é uma linguagem, no caso, a do povo. De certa forma, Mozart é música popular na Áustria, pois é o que eles ouvem lá. Isso cria um vínculo entre as pessoas e o que elas produzem: a música depende do nível educacional, interesses e cultura…

Música industrial

Muito do que se chama de música popular contemporaneamente, é, na verdade, música industrial. São aquelas feitas por certos músicos para a comercialização em grande escala. Normalmente se atribui a elas a causa da decadência da música brasileira.

Ela é um fenômeno do século XX, diferente da popular e da clássica: busca sucesso comercial sem trabalhar com a inteligência.
A finalidade dessa música é vender discos, o que faz com que ela seja parecida com as outras músicas que já venderam muito bem. A música industrial é um subproduto das teorias musicais do início do século XX, do isolamento da música e da sua finalidade social.

É precisamente essa intenção comercial que conduz à massificação.

5  –  A decadência da música brasileira tem solução?

Para a realização de uma sociedade sadia, antes de se pensar em uma solução que envolve diretamente a decadência da música brasileira, é preciso restaurar a língua portuguesa. Esta restauração não acontecerá sem começar pelo essencial, como o sistema de verbos.

  • No Brasil há uma distância enorme entre a linguagem formal e a linguagem corrente. São praticamente duas línguas: dentro de dois anos as pessoas sequer conhecem mais os elementos de curta duração, como as gírias. Por exemplo, o jornal O Pasquim, nos anos 70, tinha uma linguagem que era a língua da juventude carioca, o que hoje é incompreensível, pois tal língua se perdeu.

A língua popular se transforma muito rapidamente e não há tempo de estabilizá-la na literatura: assim, a linguagem formal e a informal se distanciam. A possibilidade de educar as pessoas partindo da informalidade para a formalidade é dificílima. Se este problema básico gramatical e vocabular não for resolvido, como esperar que se produza boas músicas?

 

                               Esse cenário precisa mudar. Valorizar os grupos culturais regionais, a musicalidade cabocla de raiz, as trovas de protesto social mas voltadas para a realidade e não para movimentos esquerdistas revolucionários de instrumentalização da sonoridade. Os incentivos governamentais devem priorizar a música de raiz e os pequenos conjuntos musicais do país ( como a Lei Rouanet). Resgatar a espiritualidade da música, seu valor de ancestralidade e nativismo. Esse o nosso trabalho atual no cenário musical brasileiro.

 

 

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