O INTEGRALISMO LINEAR E A QUESTÃO DAS DROGAS

O INTEGRALISMO LINEAR E A QUESTÃO DAS DROGAS

CÁSSIO GUILHERME, PRESIDENTE DO MIL-B

 

                               Em outras oportunidades, dentro do nosso Programa doutrinário para o Sec XXI, o Movimento Integralista e Linearista Brasileiro MIL-B já se posicionou com embasamento teórico, científico e social com relação ao problema das drogas no seio da nossa sociedade atual. Vamos então corroborar nesse texto o que já foi proposto e esclarecer alguns pontos que possam ter convergidos obscuros. Entender os riscos e as consequências das drogas sobre a saúde mental e física é um dos aspectos mais importantes para conter os efeitos negativos desse problema. Além dos danos ao organismo do usuário, o uso de substâncias ilícitas gera impactos sociais e econômicos em larga escala. Além disso, precisamos dar ao problema a interpretação ideológica característica da visão dos Integralistas e Linearistas para o Século XXI.

                               Nós Integralistas e Linearistas entendemos que o problema do vício em drogas entorpecentes ou medicamentosas é uma questão não apenas social, mas política, bioquímica e estrutural. Uma sociedade fragilizada por danos morais e éticos como a nossa, onde a juventude não tem uma orientação adequada da família ou da mídia em geral, é presa fácil das falsas interpretações e uso de substâncias sem o conhecimento necessário. Tivesse a nossa sociedade um governo legítimo, que priorizasse a população e não os banqueiros internacionais, e uma estrutura sólida na família e nas Associações de Classe e religiosas e esse problema das drogas seria inexistente. Pessoas arruinadas pela miséria, pela falta de condições humanistas, pela falta de perspectivas futuras se tornam os artífices da propagação de drogas prejudiciais ao organismo. Portanto, antes de se resolver o flagelo das drogas e suas consequências, o Estado Integral e Linear precisa dar dignidade às pessoas, autoconfiança, perspectivas de um futuro sadio, autoconhecimento, estudo adequado. Numa sociedade com esses moldes, o problema das drogas inexistiria. A Mídia bandida de massa, que ao invés de utilizar o poder de disseminação de conhecimento atua no sentido de sustentar os corsários do Grande Capital Financeiro internacional, age de maneira hipócrita, condenando e ao mesmo tempo divulgando drogas e medicamentos sem qualquer tipo de escrúpulos ou análises mais conscientes sobre os efeitos e valor terapêutico.

                               No Brasil as chamadas drogas entorpecentes mais utilizadas são a maconha, a cocaína, o crack, o ecstasy e as bebidas alcoólicas. Não vamos entrar em detalhamento técnico sobre cada uma delas. Também não vamos citar os danos à saúde, que seria assunto para compêndios médicos e policiais adequados. Também não iremos relacionar drogas medicamentosas que tornaram-se viciantes nos últimos anos, como barbitúricos, remédios ansiolíticos, e outros. Vamos nos ater no fato de que falta conhecimento a sociedade sobre o devido uso dessas substâncias e os efeitos causados em cada situação. É mister afirmar que uma droga pode ser benéfica ou maléfica, dependendo do procedimento e da contingência prescritiva para o caso particular. A maconha sempre foi remédio conhecido há mais de 5000 anos por egípcios e babilônicos. É muito menos tóxica do que o cigarro comum. Entretanto, causa disfunções psicotrópicas e alucinógenas no cérebro e por isso pode a vir sua consideração de droga proibida. Outra informação relevante sobre a proibição da maconha é que a indústria americana de algodão proibiu seu uso não pelo fato do conteúdo fumígeno, mas por questões comerciais, pois da maconha é extraído o cânhamo, fibra vegetal largamente utilizada por mais de dois mil anos em velas de navios, roupas ( o exército de Napoleão usava fibras de cânhamo), utensílios de cestaria e outras. Observem que a questão das drogas encontra uma dimensão não somente de saúde pública, mas de interesse comercial.

                                Outro fato a ser considerado é que não podemos sobretaxar psicologicamente qualquer substância não utilizada em larga escala como droga ao organismo. É o caso do chá de ayuasca, utilizado há milênios no Norte do Brasil, o conhecido Santo Daime, que a sociedade puritana e ignorante resolveu interpretar como substância pirata e maléfica. Isso não é verdade. Vários Integralistas do Amazonas e do Acre inclusive ajudaram a estruturar o culto do Santo Daime e da bebida sagrada. Os fardamentos do culto  Daime e a organização operacional foram inspirados na AIB, só que  na cor branca. O Santo Daime original é extremamente conservador e o estatuto foi escrito por um membro do ARENA. Os militares fizeram homenagens quando o Mestre morreu. O diretório do ARENA ficava justamente nas terras de Irineu Serra e ele era o dirigente estadual do partido. Faziam parte do primeiro agrupamento de Integralistas da AIB do Acre, Miguel Jeronymo Ferrante, (autor do livro O Seringueiro) pai da autora de novelas Glória Perez e avô da atriz assassinada Daniella Perez, e Raimundo Irineu Serra( Mestre Irineu), que naquela época já  estava  criando seu grupo religioso, seus hinos e suas doutrinas inspirada na bebida chá de ayahuasca, que aproveitou da AIB o fardamento masculino das camisas verdes e das blusas verdes, só que na cor branca, para disciplinar os seus adeptos. Fica patente portanto que a própria AIB colaborou com a implantação da seita do Daime, provando que a classificação de droga prejudicial ou não ao organismo é algo relativo e precisa ser analisado caso a caso.

                               Nossa proposta é de que a informação e o conhecimento sejam prioridades do Estado Integral e Linear antes da mera objeção e proibição, com consequente perseguição dos usuários. Precisamos interpretar a figura do traficante e comerciante de drogas e suas ambições e objetivos e interpretar a figura do usuário e sua dimensionalidade material e espiritual ao usar determinada substância. A fraqueza moral e de conhecimentos da sociedade é o pilar que determina o estado de malefício ou benefício de determinada droga e sua prescrição, inclusive médica. O assunto não pode ser tratado de forma rasteira e superficial. Tomemos pois o caminho da organização sociológica dos cidadãos e do papel educacional do Estado, não meramente repressor. Mais uma questão doutrinária resolvida pelos Integralistas e Linearistas.

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