KATE E WILLIAM, CASAMENTO NO REINO DA MENTIRA

Por : Pettersen Filho

Nunca fui dado à leitura desses Folhetins Baratos, tipo Populescos, geralmente, repletos de fofocas e mexericos, tais como as inconfidências da Revista Forbes, dispondo sobre a ascensão das maiores fortunas do Planeta, ou as homéricas festas da Revista Caras, sobre o que fazem, ou deixam de fazer os “Nossos Heróis” Big Brothers, entre uma sacanagem, e outra, por debaixo do lençol, quase sempre futilidades de Beverly Hills, ou da High Sociaty Carioca, desprezíveis ao Mundo Real, dos que esperam na fila, ou estudam, enquanto aguardam o coletivo lotado no Ponto de Ônibus, durante a ida para o Trabalho, em nossas parcas vidas,

Contudo, Personagens que habitam o nosso “Imaginário”, Reis e Rainhas, desde que por aqui aportou o Colonizador Europeu, diante dos nossos Silvícolas: Índios Tupis ou Guaranis, postados nus, em meio as Praias Virgens, porquanto presunçosamente instalado em sua enriste Caravela, como um “Comandante” em seu “Zepelim Prateado”, tão bem traçado por Chico Buarque de Holanda, na musica “Joga Pedra na Geni”, no entanto, o anunciado “Casamento” da Plebéia Kate Middleton, com o Nobre Príncipe William, sem que sejamos, ademais, remetidos à Inocência cândida de outrora, das Fabulas Infantis, tipo “Branca de Neve e os Sete Anõezinhos”, seres “Menores”, ávidos em “Salvar” a arrebatada “Mileide”, Imagem com a qual não compactuo, ou, então, o ardil contido no Conto Infantil, “Cinderela & o Sapatinho de Cristal”, do Sonho Borralheiro, que nos é constantemente vendido pelo Status Quo, na suposição de que nos afastará, para sempre, da Miséria das nossas próprias vidas, tão repletos de Simbolismo, e Progressão Social, é o fato mais significativo ocorrido nesse Século, quanto a Família Real Britânica, desde o casamento de Charles & Diana, diante do furor da Mídia Mundial, ocorrido há 30 anos atrás.

Símbolo Maior do Império Britânico, que, dantes, com seus navios e canhões, varreu os sete mares, levando a Tirânica Inglaterra a dominar meio Planeta, hoje, mero “Broche” cravado no peito da Rainha da Inglaterra, Chefe de Estado, e não de Governo, ao contrário do que foram, por exemplo, Henrique VIII, ou a sua filha Elizabeth, ora convertido o Reino Unido numa das mais Conservadoras Democracias do Mundo, a que cabe a Monarquia peso, não mais do que, formal, longe das decisões de Estado, atribuindo à “Realeza Britânica” reduzida importância, não maior do que possui a Torre Eiffel, em Paris, ou o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, na condição de coadjuvantes, atrativos turísticos, em seus respectivos paises, destinados a gerar divisas, e, como não deixar de constatar, repletos de um certo Encantamento, enquanto são fotografados, por exemplo, a pretexto da Troca de Guarda, no Palácio de Buckinghan, ou na Abertura dos Trabalhos do Parlamento Britânico, o Matrimônio anunciado entre a Plebéia Kate, e o Nobre William, não poderia, ademais, passar desapercebido.

Fadado, entretanto, a possuir menos Glamour do que o Casamento Real, entre Charles & Diana, ao acaso, Pais do Noivo-William, e Sogros da Noiva-Kate, ela, Diana, também Plebéia, quem assumiu tom de quase “divindade”, enquanto esteve na Realeza, pessoa realmente benemérita, de uma empatia incrível, enquanto manteve, perante o Público, o seu Casamento Real, na verdade, não mais do que uma farsa, ao passo que ele, Charles, também de origem Nobre, deitava, e se levantava, da cama da sua amante, Camila Parker, na Cornoalia, desdenhando os seus Súditos, tragicamente interrompido pela morte súbita, ao mesmo tempo, estranha, da carinhosamente chamada “Lady Dy”, Diana, por sobre um obscuro Túnel em Paris, justamente quando encontrara um novo “Amor”, nas mãos de um Milionário Egípcio, bem a contragosto da Rainha, cabe, no entanto, a Kate Meaddleton, talvez, sem que ainda o saiba, perante o Mundo, e os seus anseios de Realeza, de nós mesmos, “Plebeus do Planeta”, desempenhar Papel Circense, quiçá, semelhante ao que interpretou, como Mulher Traída e Infeliz, a própria Lady Dy, em seu árduo Casamento Real…

Assim, nesse mesmo contexto, cabe ao Jovem William, o mesmo Papel de Charles, o seu Pai, em demonstrar ao Mundo, pelo menos uma vez na História, de que o “Sonho Perfeito”, da União de um Príncipe com uma Plebéia, e a Imagem da Ascensão de Classes, afora os dramas encenados em Hollywood, são realmente Instrumentos possíveis…

Será ???

Que o diga Grace Kelly, e a mal sucedida, e infeliz, Dinastia Real dos Grimaldi, em Mônaco, vez em quando, também, assolados pelo escândalo a que estamos, meros Mortais, todos nós sujeitos.

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