CHEFE PLÍNIO SALGADO E A RELIGIÃO INTEGRALISTA

CHEFE PLÍNIO SALGADO E A RELIGIÃO INTEGRALISTA

CÁSSIO GUILHERME, PRESIDENTE DO MIL-B

 

                               Já fizemos uma ampla abordagem sobre a influência sofrida pelo Chefe Nacional Integralista Plínio Salgado pelo escritor mexicano José Vasconcellos Calderón ( 1882-1959) que escreveu o livro ” La Raza Cósmica” e as consequências dessa visão cósmica de mundo. Pois bem, aqueles que leem os livros ” A Quarta Humanidade”, ” Palavra Nova dos Tempos Novos” e mesmo ” A Vida de Jesus” vão chegar invariavelmente a uma conclusão surpreendente: O Chefe Nacional Plínio Salgado almejava criar uma Nova Religião, despida de catolicismos e mesmo do Cristianismo.

                               Pode parecer absurda essa afirmação, com todos os estudiosos acostumados a vincular o Integralismo à visão católica de mundo, mas o que está contido no livro A Quarta Humanidade não tem qualquer laço de estreitamente com a visão confessional católica. Essa crítica do catolicismo ao Integralismo já havia aparecido mesmo na década de 30 com a Revista O Legionário, onde escrevia o senhor Plínio Correa de Oliveira. E muitos outros católicos tradicionalistas apresentaram duras críticas ao Movimento Integralista, incluindo Alceu Amoroso Lima, Gustavo Corção, Roland Corbisier, Orlando Fedeli e até Tasso da Silveira. O que o Chefe Nacional Integralista apresenta no livro é frontalmente oposto aos postulados católicos, mesmo sendo o Chefe um católico praticante. Senão vejamos: Onde está na Biblia cristã citações sobre Atlântida?? Onde está na liturgia católica a Concepção Cósmica do Homem?? A Síntese da Quarta Humanidade, que reuniria o politeísmo, o monoteísmo e o ateísmo numa só civilização avançada evolucionista, encontra abrigo em qual citação católica??

                               Já é mais do que hora de desconstruirmos esse castelo de mentiras de que o Integralismo queria a volta da secularização entre Estado e Igreja Católica. Todos os credos religiosos foram aceitos no seio Integralista. O Integralismo nunca foi confessional. Sempre foi providencial. Mais do que o catolicismo, o próprio Cristianismo jamais falou em amálgamas de cosmovisões politeístas, monoteístas e ateístas. Esse Cristianismo que temos é de matriz judaizante para gentios, não tem qualquer vinculação com a visão mística de mundo. Não há a menor dúvida de que o Chefe Nacional e muitos outros integralistas almejavam a transformação do Integralismo não apenas em Movimento político, social e econômico, mas sim numa nova religião. A Energia Cósmica do Universo, citada inúmeras vezes em livros do Chefe e até de Gustavo Barroso ( O QUARTO IMPÉRIO) norteava as ações do movimento. O Chefe fala diversas vezes em ” Nosso Cristianismo”, ” Espírito da Civilização cósmica”, ” Mitologia dos povos”… Isso não tem nada a ver com catolicismo ou mesmo Cristianismo. Vejamos um trecho da primeira Edição da Obra:

” A Concepção do Estado e da Sociedade está ligada à concepção do próprio universo. É da idéia do Cosmos que deriva o senso das finalidades humanas. Nunca fomos tão ligados como agora, ao sentido profundo do Cosmos, às misteriosas leis que regem o Universo.

O sobrenatural que nos apavora não é mais o que provinha dos trovões, dos raios, dos tremores da Terra, das tempestades e dos dilúvios; é o que sobe de nós. Neste sociedade sem Deus e sem terror cósmico, nós criamos o terror de nós mesmos…” ( A QUARTA HUMANIDADE, PRIMEIRA EDIÇÃO).

” As idéias nítidas do espiritualismo cristão que nos trouxeram os jesuítas, logo após a descoberta, ganharam uma forte vitalidade, impregnando-se do ingênuo espírito de uma raça cósmica. O Cristianismo, como revolução espiritual profunda, é a religião por excelência destinada aos gentios. Em outras zonas do globo, o gentio possuía já uma religião organizada: eram os romanos, os gregos, os gaulezes, os germanos, os celtas, finalmente os mouros e os chineses. Na América, era o Homem no politeísmo nascente, ainda não estilizado, por conseguinte com um acúmulo de energia subjetiva poderosa.” ( A QUARTA HUMANIDADE, PLÍNIO SALGADO).

                               Observem nos textos acima como o Chefe já reconhece como antigas as religiões pagãs e como afirma que o Cristianismo absorveu tudo isso. Essa é a visão católica de mundo?? O Chefe sempre valorizou todas as religiões, politeístas, monoteístas ou mesmo a busca agnóstica. A Estética e a Exegese do Integralismo são próprias, nunca tiveram a pretensão de derivarem do catolicismo e muito menos do Cristianismo judaizante.

                               Essa linha de pensamento que o Integralismo Linear resgata. O Integralismo necessita se tornar uma nova religião, não um papel carbono do Cristianismo judaizante. Claro está essa visão nos próprios livros integralistas. E vamos cumprir nossa missão com a Igreja Linear.

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