ANAUÊ ÁLVARO VIEIRA PINTO

ALVARO VIEIRA PINTO, PRESENTE.

 

ANAUÊ 

 

 

                     Álvaro Borges Vieira Pinto (Campos dos Goytacazes, 11 de novembro de 1909 — Rio de Janeiro, 11 de junho de 1987) foi um intelectual e filósofo brasileiro. Se destacou por sua posição nacionalista e sua atividade política-intelectual em defesa do desenvolvimento autô- nomo do Brasil durante o século XX. Possuía formação superior plural, sendo filósofo, tradutor, professor de ló- gica, tendo também atuado em medicina, matemática, demografia e física. Elaborou sua filosofia em torno do conceito de “trabalho”, entendido pelo autor como aspecto essencial do ser humano e também o próprio ser humano em atividade de trabalho[1]. O educador Paulo Freire o chamava de “mestre”, sendo influenciado por este.

 

                      Formado em medicina em 1932, pela Faculdade Nacional de Medicina do Rio de Janeiro. Em 1934 ingressou na Ação Integralista Brasileira (AIB), organização de inspiração fascista, liderada por Plínio Salgado, da qual depois se afastaria político e teoricamente. Na época, no campo profissional, dedicou-se aos estudos e pesquisas laboratoriais. Paralelamente, completou os cursos de física e matemática na Universidade do Distrito Federal (UDF). Alceu Amoroso Lima, então reitor da UDF, indicou-o para ensinar lógica matemática, disciplina pela primeira fez oferecida no país. Mais tarde, passou a lecionar lógica na Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi) da Universidade do Brasil. Em 1941, tornou-se colaborador da revista Cultura Política, publicação que reuniu os mais expressivos intelectuais do Estado Novo, assinando a coluna “Estudos e pesquisas científicas”. Após passar um ano estudando na Sorbonne, em Paris, retornou ao Brasil em 1950 e defendeu sua tese sobre Cosmologia em Platão, assumindo então a cadeira de titular de história da filosofia da Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi), disciplina que ministrava há vários anos, na qualidade de professor assistente. 
 Em meados de 1951, afastou-se da pesquisa médica, à qual se dedicara praticamente desde a sua formatura, para se dedicar exclusivamente ao ensino e ao estudo da filosofia. Em 1955, a convite de Roland Corbisier( OUTRO EX-MEMBRO DA AÇÃO INTEGRALISTA BRASILEIRA), tornou-se chefe do Departamento de Filosofia do recém-criado INSTITUTO SUPERIOR DE ESTUDOS BRASILEIROS(ISEB), organizado no âmbito do Ministério da Educação e Cultura. Na chefia do Departamento de Filosofia do ISEB, lançou a coleção “Textos de Filosofia Contemporânea do ISEB” e publicou o seu livro Consciência e realidade nacional, de 2 volumes. Em 1962, assumiu a direção executiva do ISEB, tendo de enfrentar uma difícil situação financeira e uma permanente campanha difamatória movida pela imprensa conservadora, tendo à frente o jornal O Globo.
         A oposição ao ISEB tinha como motor o comprometimento do instituto com as reformas de base defendidas pelo governo do presidente João Goulart (1961-1964). O ISEB apresentava forte influência da Doutrina Integralista e da conjuntura social do momento. Com o golpe militar que derrubou Goulart (31 de Março de 1964) e a repressão desencadeada a seguir, a sede do ISEB foi invadida e em 13 de abril e os militares decretaram a extinção do instituto. Cassado pelo Ato Institucional nº 1 (AI-1), Álvaro Vieira Pinto se refugiou no interior de Minas Gerais e depois partiu para o exílio. Inicialmente esteve exilado na Iugoslávia (a partir de setembro de 1964), e depois no Chile (entre 1965 e 1968) a convite de Paulo Freire, para trabalhar no CELADE.
LIVROS PUBLICADOS DE GRANDE IMPORTÂNCIA PARA O ESTUDO DOS PROBLEMAS NACIONAIS:
 1 –  Ideologia e Desenvolvimento Nacional

              Livro que transcreve palestra inaugural do ISEB, apresentado por Álvaro Vieira Pinto nesta ocasião.

2 – Consciência e Realidade Nacional (2 volumes)
           Obra de 2 volumes que busca delinear útil às nações subdesenvolvidas a partir de uma releitura das filosofia da existência, com bases no materialismo dialético. Em sua primeira e única edição, o primeiro dos dois volumes foi lançado em 1960, e o segundo volume, em 1961.
3 – Por que os ricos não fazem greve?
                         Parte da coleção “Cadernos do Povo Brasileiro”, este pequeno livro de bolso trata sobre o conceito de trabalho e de trabalhador, respondendo a questões como “Quem são os ricos?” e porque não trabalham (e, consequentemente, não fazem greve). Este e outros livros desta cole- ção foram concebidos pelo ISEB como instrumentos de denúncia e mobilização ao engajamento político
4 –  A Questão da Universidade
Livro sobre educação, analisando a universidade brasileira e as lutas estudantis.
 5 –  El pensamiento critico en demografia
                        Obra escrita para o CELADE (Chile) e publicada em espanhol, tendo tido uma recepção positiva em diversos países da América Latina, mas nunca publicada no Brasil. Este trabalho busca fornecer à pesquisa em demografia ferramentas analíticas para que o estudo das populações pudessem deixar de ser consideradas apenas expressões numéricas quantitativas que são comprovadas com séries estatísticas, para uma compreensão sócio-cultural mais ampla, qualitativa.
6 –  Ciência e Existência
            Livro publicado em 1969 sobre a questão do trabalho científico, abordando aspectos existenciais e filosóficos, visando contribuir para que a ciência no Brasil pudesse se desenvolver e contribuir para a emancipação do país. Um dos livros de grande importância que antevêem o surgimento do Linearismo e a postura científica do Movimento Integralista para o Sec XXI
 –  Sete lições sobre educação de adultos
                          Último livro de Álvaro Vieira Pinto publicado em vida. Esta obra é uma edição de suas aulas ministradas no Chile, sobre Educação de Adultos.
8 –  O Conceito de Tecnologia (2 volumes)
           Livro publicado postumamente a partir de manuscritos de 1973 de Álvaro Vieira Pinto, com primeira edição de 2005 e segunda edição de 2013, ambas da Editora Contraponto. Aborda diversos temáticas que eram debatidas nas décadas de 60 e 70, como a Informática, a Cibernética e a discussão sobre Razão técnica e a questão das Máquinas, apresentando uma visão crítica e original sobre os temas. Vieira Pinto se volta origens das palavras técnica e tecnologia, acompanhado da análise das sucessivas reapropriações dos conceitos, e recusa noções como a expressão “civilização tecnológica”, defendendo a técnica e atecnologia como existenciais do ser humano ao longo de sua existência, pois o ser humano não seria humano se não vivesse com a técnica e assim, portanto, sempre viveu em uma era tecnológica. Para o filósofo brasileiro, expressões como a de que vivemos atualmente em uma “era tecnológica” são uma ideologização da técnica, pois cada grupo dominante apresenta sua própria versão, que enaltece sua própria compreensão da técnica, a fim de fazer crer que a história estaria vivendo seu ápice somente neste momento, igonorando a historicidade da técnica e da Tecnologia
9  –  A Sociologia dos Países Subdesenvolvidos
                           Livro publicado postumamente em 2008, a partir de manuscritos encontrados por José Ernesto de Fáveri.
 
 
ÁLVARO VIEIRA PINTO, ANAUÊ, PRESENTE!!!!!!!!!!!!!!

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