A EXEGESE TRÁGICA DAS ELEIÇÕES 2010

Cássio Guilherme, Presidente do Movimento Integralista e Linearista Brasileiro MIL-B, Fundador do Linearismo

Estamos nos aproximando do famigerado 2º turno das Eleições do ano de 2010. Já houve um doloroso e fatigante 1º turno das eleições, onde aproximadamente 30 milhões de pessoas se abstiveram de votar ou votaram Nulo e Branco, pois acharam melhor para suas consciências essa atitude em vista do festival pirotécnico de sandices apresentado. Como já sabemos, esse segundo turno visa a reagrupar os derrotados no primeiro embate eleitoral da farsa, que ainda dispõem, portanto, de uma chance de pularem para dentro do trem da alegria que parte supostamente de algum dos lados, mesmo tendo sido escorraçados nos pleitos eleitorais pelo voto. Que arcabouço irrisório tem esse tal Estado Democrático!!

Podemos afirmar com certeza, e essa observação certamente vai servir de baliza histórica para quem no futuro olhar novamente o que aconteceu em nossa época, que a marca registrada dessas eleições, uma vez mais forjadas e arquitetadas pelo Império dos Controladores do Brasil, foi o desinteresse total da maioria da população em ser coadjuvante dessa patetada. Ao contrário de épocas passadas, onde a população se engajava em defender suas pretensas escolhas políticas, dessa vez parece que a estática e o silencio foram as tônicas dos cidadãos já estupefatos com tanta mentira e corrupção. E os planos da Mídia amestrada também sofreram alguns revezes, talvez por causa do uso maciço da internet, outra característica a ser observada nos compêndios de sociologia e política dos tempos vindouros. Os dois mambembes, digo, candidatos que restaram para continuar o anedotário de sandices para o segundo turno, cumpriram fielmente o papel de artistas do horrendo, de apresentadores do saltimbanco esdrúxulo das campanhas políticas no Brasil. As ensaiadas agressões verbais entre os dois, apresentadas na televisão, no rádio, em jornais e revistas ( toda a Mídia amestrada a serviço dos interesses escusos), como em épocas alvissareiras, apenas maquiaram a face já quase descortinada das forças Ocultas que dominam os supostos competidores. Primou-se por discussões frívolas e supérfluas, desviando o foco dos verdadeiros problemas nacionais. Inclusive apareceram novamente os cantores, atores, escritores, repentistas de salão e publicitários, advindos do lodo da mediocridade, para aproveitarem a boquinha das divulgações e vomitarem suas baboseiras de sempre com a audiência dos telespectadores de ocasião. Também os carrapatos da fisiologia oportunista estavam lá nos comícios apressados, esperando que seus candidatos ganhassem para se pendurarem perpetuamente de vez no volumoso e generoso paquiderme estatal. Tudo para enganar mais uma vez o pobre eleitor brasileiro, que quase que unicamente preocupado com o ronco do seu estômago e o conteúdo de ração disponível no seu cocho, é incapaz de perceber as manobras diabólicas que estão sendo tramadas novamente na surdina da realidade. Tudo igualzinho dantes no castelo de brasilis da esbórnia dessa solapada Republiqueta de banqueiros.

Os dois candidatos se esforçaram em debater assuntos bombásticos ou/e sensacionalistas, encenando os velhos espetáculos de obscenidades pessoais tão freqüentes na Republiqueta de fachadas que é o Brasil. Os grandes assuntos nacionais mais uma vez passaram despercebidos: o pagamento de juros aviltantes aos banqueiros internacionalistas; a invasão escandalosa do território nacional; a subserviência tecnológica do nosso povo; a inexistência de segurança pública coletiva; o desregramento moral da sociedade; a corrupção desenfreada e impune; o sucateamento escandaloso das Forças Armadas; as privatizações camufladas das empresas públicas; a situação vexaminosa da Previdência Social; o salário mínimo da miséria; a continuidade do subsídio ao Capital Estrangeiro e explorador; o vilipêndio moral da juventude; o abafamento do Parque Tecnológico do Brasil ( quem se lembra da ENGESA e da AVIBRÀS??); as lutas de raças e classes propostas incessantemente para dividir o povo; o patrocínio da preguiça e da indolência bárbara, com os bolsas-família e bolsas-ditadura. Isso sem contar outras bizarrices como o Sufrágio Universal e a dinâmica atrelada dos Três Poderes da Republiqueta, assuntos que nunca são tocados nem discutidos pelos eleitores e pelos governantes do Brasil, peças estruturais que permanecem incólumes e dogmáticas no contexto da burrice global, dentro da arquitetura política brasileira. E protegidas por cláusulas pétreas, conforme determina a cartilha dos Donos do Brasil. Por que não se levantam essas grandes questões durante as apresentações de auditório, digo, campanhas eleitorais dos supostos “ candidatos”??

Fica para a posteridade, de maneira irrefutável, a observação de sempre: esse processo eleitoral no Brasil apresenta-se como uma infinita excrescência e um monumental escárnio criado para entorpecer o discernimento do cidadão brasileiro. O suposto jogo de candidaturas tem dois supostos oponentes, mas o resultado da suposta competição as “ Forças Ocultas” que governam o Brasil desde a Revolução Francesa já conhecem. Os candidatos são meros bonecos fabricados pelo sistema constituído, para depois se transformarem em bonecos com uma faixa verde-amarela, a comandar bonecos ávidos por benesses de cargos com remunerações polpudas, que por sua vez amedrontam bonecos representantes do povo e bonecos de toga, e por fim, comandam os bonecos abestalhados que pensam que o voto define alguma coisa( com urna eletrônica). Tudo já está dominado cambada de bonecos de cera, vocês não vêem isso?? A sorte que temos é que alguns bonecos conseguem pensar e se rebelar diante dessa situação grotesca e manterem-se de pé no mar de lama e podridão que envolve nossa sociedade. Só nos resta rezar e pronto!!

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